16/06/2012 (Sábado)


OS DIREITOS AUTORAIS DE "A TRINDADE" JÁ CADUCARAM, POIS O AUTOR FALECEU NO ANO 430 DE NOSSA ERA. PORTANTO, HÁ MAIS DE SETENTA ANOS. POSSO POSTAR, VOCÊ PODE COPIAR. É DE DOMÍNIO PÚBLICO. LEI 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 - ART. 41. OS DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR PERDURAM POR SETENTA ANOS CONTADOS DE 1° DE JANEIRO DO ANO SUBSEQÜENTE AO DE SEU FALECIMENTO, OBEDECIDA A ORDEM SUCESSÓRIA DA LEI CIVIL. PARÁGRAFO ÚNICO. APLICA-SE ÀS OBRAS PÓSTUMAS O PRAZO DE PROTEÇÃO A QUE ALUDE O CAPUT DESTE ARTIGO.
A obra nas "Retratações"
No ano de 427, Agostinho escreveu a obra "Retractiones" — Retratações – (ainda não traduzida para o português, conforme busca, deste blogueiro, por esse livro), em dois livros, em que revê afirmações em obras suas já publicadas, e sobre as quais julga necessário apresentar esclarecimentos ou até correções. Com relação a "De Trinitate" faz referência três vezes. Ei-las:
1) "No livro XI (cap. 5 n.9), quando tratava do corpo visível, disse: Portanto, amá-lo, isso é loucura. Referi-me ao amor com que se ama algo, a ponto de o amante por sua felicidade na sua fruição. Pois não é sinal de loucura amar a formosura corporal para louvor do Criador."
2) "No mesmo livro (cap. 10 n.17), quando disse: "Não me recordo de uma ave quadrúpede, porque nunca a vi. Mas posso contemplar com facilidade esse ser fictício, pois, como já vi outras aves, acrescentando outros dois pés semelhantes aos que já observei", ao dizê-lo, não me lembrei das aves quadrúpedes mencionadas na Lei (Lv 11-20). A Lei não considera como pés, as duas patas posteriores que permitem o salto aos gafanhotos, tidos como animais puros. Distingue-os dos voláteis que não saltam com o auxílio dessas patas, como os escaravelhos. Todos esses voláteis são denominados quadrúpedes na Lei".
3) "No livro XII (cap. 1 n. 15), o comentário das palavras do Apóstolo: "Todo outro pecado que o homem cometa, é exterior ao seu corpo"(1Cor 6,18), não me agrada. E as palavras: "Aquele que se entregar à fornicação, peca contra o próprio corpo"(1Cor 6,18), não se hão de entender no sentido de que aquele que comete esse pecado, comete-o para ter as sensações que o corpo percebe, de tal modo que nelas ponha seu último fim. Isso abrange muitos outros pecados além da fornicação perpetrada mediante união ilícita, da qual o Apóstolo fez referência ao dizer isso. (Retra cf. II 15,23)
Essa obra, excetuando-se a carta que a encabeça, começa assim:
Quem se entregar à leitura do que escrevemos sobre a Trindade... (Lecturus haec quae de Trinitate disserimus).
A obra nas "Retratações"
No ano de 427, Agostinho escreveu a obra "Retractiones" — Retratações – (ainda não traduzida para o português, conforme busca, deste blogueiro, por esse livro), em dois livros, em que revê afirmações em obras suas já publicadas, e sobre as quais julga necessário apresentar esclarecimentos ou até correções. Com relação a "De Trinitate" faz referência três vezes. Ei-las:
1) "No livro XI (cap. 5 n.9), quando tratava do corpo visível, disse: Portanto, amá-lo, isso é loucura. Referi-me ao amor com que se ama algo, a ponto de o amante por sua felicidade na sua fruição. Pois não é sinal de loucura amar a formosura corporal para louvor do Criador."
2) "No mesmo livro (cap. 10 n.17), quando disse: "Não me recordo de uma ave quadrúpede, porque nunca a vi. Mas posso contemplar com facilidade esse ser fictício, pois, como já vi outras aves, acrescentando outros dois pés semelhantes aos que já observei", ao dizê-lo, não me lembrei das aves quadrúpedes mencionadas na Lei (Lv 11-20). A Lei não considera como pés, as duas patas posteriores que permitem o salto aos gafanhotos, tidos como animais puros. Distingue-os dos voláteis que não saltam com o auxílio dessas patas, como os escaravelhos. Todos esses voláteis são denominados quadrúpedes na Lei".
3) "No livro XII (cap. 1 n. 15), o comentário das palavras do Apóstolo: "Todo outro pecado que o homem cometa, é exterior ao seu corpo"(1Cor 6,18), não me agrada. E as palavras: "Aquele que se entregar à fornicação, peca contra o próprio corpo"(1Cor 6,18), não se hão de entender no sentido de que aquele que comete esse pecado, comete-o para ter as sensações que o corpo percebe, de tal modo que nelas ponha seu último fim. Isso abrange muitos outros pecados além da fornicação perpetrada mediante união ilícita, da qual o Apóstolo fez referência ao dizer isso. (Retra cf. II 15,23)
Essa obra, excetuando-se a carta que a encabeça, começa assim:
Quem se entregar à leitura do que escrevemos sobre a Trindade... (Lecturus haec quae de Trinitate disserimus).
Nenhum comentário:
Postar um comentário