22/06/2012 (Sexta-feira)


OS DIREITOS AUTORAIS DE "A TRINDADE" JÁ CADUCARAM, POIS O AUTOR FALECEU NO ANO 430 DE NOSSA ERA. PORTANTO, HÁ MAIS DE SETENTA ANOS. POSSO POSTAR, VOCÊ PODE COPIAR. É DE DOMÍNIO PÚBLICO. LEI 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 - ART. 41. OS DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR PERDURAM POR SETENTA ANOS CONTADOS DE 1° DE JANEIRO DO ANO SUBSEQÜENTE AO DE SEU FALECIMENTO, OBEDECIDA A ORDEM SUCESSÓRIA DA LEI CIVIL. PARÁGRAFO ÚNICO. APLICA-SE ÀS OBRAS PÓSTUMAS O PRAZO DE PROTEÇÃO A QUE ALUDE O CAPUT DESTE ARTIGO.
(Continuação)
Precaução contra os hereges. A verdadeira imortalidade. A fé e a compreensão das coisas divinas (III).
Desse modo torna-se difícil intuir e conhecer plenamente a substância de Deus, que faz as coisas mutáveis sem mudança em Si mesmo, e cria as coisas temporais sem qualquer relação com o tempo. Faz-se mister, por isso, purificar nossa mente para podermos contemplar inefavelmente o inefável. Ao não conseguirmos ainda essa purificação, alimentando-nos da fé, somos conduzidos por caminhos mais praticáveis a fim de sermos capazes de chegar a compreender a Deus. Nesse sentido, afirmou o Apóstolo que todos os tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos em Cristo (Cl 2,3), mas apresentou-O aos que, embora renascidos pela graça, são ainda carnais e animais, e portanto tais como crianças. Assim, apresenta o Cristo não com o poder divino pelo qual é igual ao Pai, mas na fraqueza humana na qual foi crucificado. Diz textualmente: Pois eu não quis saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. E, prosseguindo: Estive entre vós cheios de fraqueza, receio e temor (1Cor 2,2—3). E mais adiante: Quanto a mim, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas tão-somente como a homens carnais, como a criança em Cristo. Dei-vos a beber leite, não alimento sólido, pois não o podíeis suportar. Mas nem mesmo agora o podeis (1Cor 3,1—2).
Quando se fala tudo isso a certas pessoas, elas são tomadas de furor e consideram-no um insulto. Preferem acreditar não terem o que dizer os que isso dizem, antes de se considerarem a si mesmos incapazes de compreender o que lhe é dito. Às vezes, lhes apresentamos certa argumentação, não justamente o que pedem quando investigam sobre Deus, pois eles não têm capacidade de compreendê-Lo — nem nós talvez tenhamos para compreendê-Lo e explicá-Lo. Somente expomos alguns argumentos que demonstram a sua incompetência e inidoneidade para entenderem o que exigem. Essas pessoas como não ouvem aquilo que desejam — ou pensam que agimos com astúcia para ocultar nossa incapacidade, ou talvez que agimos com maldade, por lhes invejarmos a competência —, indignadas e confusas, afastam-se de nós.
(Continua)
(Por Aurelius Augustinus *354 ✟430).
(Continuação)
Precaução contra os hereges. A verdadeira imortalidade. A fé e a compreensão das coisas divinas (III).
Desse modo torna-se difícil intuir e conhecer plenamente a substância de Deus, que faz as coisas mutáveis sem mudança em Si mesmo, e cria as coisas temporais sem qualquer relação com o tempo. Faz-se mister, por isso, purificar nossa mente para podermos contemplar inefavelmente o inefável. Ao não conseguirmos ainda essa purificação, alimentando-nos da fé, somos conduzidos por caminhos mais praticáveis a fim de sermos capazes de chegar a compreender a Deus. Nesse sentido, afirmou o Apóstolo que todos os tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos em Cristo (Cl 2,3), mas apresentou-O aos que, embora renascidos pela graça, são ainda carnais e animais, e portanto tais como crianças. Assim, apresenta o Cristo não com o poder divino pelo qual é igual ao Pai, mas na fraqueza humana na qual foi crucificado. Diz textualmente: Pois eu não quis saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. E, prosseguindo: Estive entre vós cheios de fraqueza, receio e temor (1Cor 2,2—3). E mais adiante: Quanto a mim, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas tão-somente como a homens carnais, como a criança em Cristo. Dei-vos a beber leite, não alimento sólido, pois não o podíeis suportar. Mas nem mesmo agora o podeis (1Cor 3,1—2).
Quando se fala tudo isso a certas pessoas, elas são tomadas de furor e consideram-no um insulto. Preferem acreditar não terem o que dizer os que isso dizem, antes de se considerarem a si mesmos incapazes de compreender o que lhe é dito. Às vezes, lhes apresentamos certa argumentação, não justamente o que pedem quando investigam sobre Deus, pois eles não têm capacidade de compreendê-Lo — nem nós talvez tenhamos para compreendê-Lo e explicá-Lo. Somente expomos alguns argumentos que demonstram a sua incompetência e inidoneidade para entenderem o que exigem. Essas pessoas como não ouvem aquilo que desejam — ou pensam que agimos com astúcia para ocultar nossa incapacidade, ou talvez que agimos com maldade, por lhes invejarmos a competência —, indignadas e confusas, afastam-se de nós.
(Continua)
(Por Aurelius Augustinus *354 ✟430).
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