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GALÁXIA, ALFA, Brazil
Simples como a brisa, complexo como nós. Nascido em 25/5/1925.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

A APROXIMAÇÃO DE DEUS - LIVRO SEXTO DE CONFISSÕES

http://criadoreumso.blogspot.com
05/06/2011 (Terça-feira)


CAPÍTULO XVI

Louvor e glória a ti, ó fonte das misericórdias! Eu me tornava cada vez mais miserável, e tu te aproximava cada vez mais de mim. Já estava junto de mim tua destra, para me arrancar do lodo dos meus vícios, e me purificar, e eu não o sabia. Mas nada havia que me fizesse sair do profundo abismo dos prazeres carnais, a não ser o medo da morte e de teu juízo futuro, que jamais saiu do meu peito, através das várias doutrinas que segui.

Discutia com meus amigos Alípio e Nebrídio sobre o bem e o mal finais; facilmente meu juízo teria dado a palma a Epicuro, se eu não acreditasse na imortalidade da alma e do julgamento dos nossos atos, coisas em que Epicuro nunca acreditou. E eu perguntava: "Se fôssemos mortais, e vivêssemos em perpétuo gozo sensorial, sem temor algum de perdê-lo, não seríamos felizes? Que mais poderíamos desejar?" Ignorava eu que isto era fruto duma grande miséria. Não podia, tão imerso no vício e cego como estava, imaginar a luz da virtude e uma beleza invisível aos olhos da carne, e somente visível das profundezas da alma. Na minha miséria, não indagava de que fonte provinha esse grande gosto em conversar com os amigos, mesmo sobre esses assuntos vergonhosos ; e porque não poderia ser feliz sem meus amigos desinteressadamente, e também sentia que eles me amavam com o mesmo desinteresse.

Ó caminhos tortuosos! Ai da alma temerária que, afastando-se de ti, esperava achar algo melhor! Dá voltas e mais voltas, para todos os lados, mas tudo lhe é duro, porque só tu és seu descanso. Mas eis que estás presente, e nos livras de nossos miseráveis erros, e nos pões em teu caminho, e nos consolas dizendo: "Correi, que eu vos levarei e conduzirei ao termo, e aí serei vosso sustento!*
(Por Aurelius Augustinus   *354   -430) Pág. 138-139
* Is. 44,4.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A SEPARAÇÃO DA AMANTE - LIVRO SEXTO DE CONFISSÕES

http://criadoreumso.blogspot.com
04/07/2011 (Segunda-feira)


CAPÍTULO XV

Entretanto, multiplicavam-se meus pecados. Quando arrancaram do meu lado, por ser impedimento ao meu matrimônio, aquela com quem partilhava o leito, meu coração, ao qual ela estava unida, ficou ferido e sangrando. Ela, por sua vez, voltando para África, fez-te voto, Senhor, de jamais conhecer outro homem, deixando comigo o filho natural que dela tivera.

Mas eu, desgraçado, fui incapaz de imitar aquela mulher. Estava impaciente pelo prazo de dois anos que deveria transcorrer até receber por esposa aquela que pedira em casamento  -  e porque eu não era amante do matrimônio, mas escravo da sensualidade - procurei pois outra mulher, não como esposa, mas para alimentar e manter íntegra ou agravada a doença da minha alma, sob a tutela do mau hábito, até que contraísse matrimônio. Mas nem por isso sarava a chaga causada pela separação da primeira mulher; mas, depois de ardor e sofrimento agudíssimo, começava a se corromper, doendo tanto mais desesperadamente quanto mais fria se tornava. 
(Por Aurelius Augustinus   *354   -430) Pág. 138

EU VIM AQUI PARA TE DIZER QUE

TE AMO, IRMÃO; TE AMO IRMÀ
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