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30/06/2011 (Quinta-feira)
30/06/2011 (Quinta-feira)
CAPÍTULO XI
Enquanto assim pensava, e os ventos cambiantes impeliam meu coração de um lado para outro, o tempo passava, e eu retardava minha conversão ao Senhor. Adiava de dia para dia* o viver em ti, morrendo todavia todos os dias em mim mesmo amando a vida feliz, temia buscá-la em sua morada; procurava-a fugindo dela! Pensava que seria mui desgraçado se me visse privado das carícias da mulher. Não pensava ainda no remédio de tua misericórdia, que cura esta enfermidade, porque nunca o havia experimentado. Julgava que a continência fosse obra de nossa própria força, que eu pensava não ter. Eu era bastante néscio para ignorar que ninguém, como está escrito, é casto sem que tu lhes dê força.** Essa força tu certamente me darias se eu ferisse teus ouvidos com os gemidos de minha alma, e com fé firme lançasse em ti meus cuidados.
(Por Aurelius Augustinus *345 -430) Pág. 134-135
*Eclo 5,8
** Sab 8,21
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