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11/06/2011 (Sábado)
11/06/2011 (Sábado)
O PROBLEMA DO BELO
CAPÍTULO XIII
Então eu ignorava tais coisas, - e por isso amava a beleza terrena. Caminhava para o abismo, dizendo a meus amigos: "Será que amamos algo que não é belo? E que é belo? E o que é a beleza? Que é que nos atrai e apega às coisas que amamos? Pois, com certeza, se nelas não houvesse certas graça e formosura, não nos atrairiam."
E eu observava e via que num mesmo corpo uma coisa era o todo, harmonioso e belo, e outra o que lhe era conveniente, sua aptidão de se ajustar de maneira perfeita a alguma coisa como, por exemplo, a parte do corpo em relação ao conjunto, o calçado em relação ao pé, e outras similares. Esta consideração brotou em minha alma do íntimo de meu coração, e escrevi alguns livros sobre o belo e o conveniente*, creio que dois ou três - tu o sabes, Senhor - pois já me esqueci, e não os tenho mais porque se me extraviaram não sei como.
*De pulchro et apto, primeira obra de Santo Agostinho, da qual não se encontram exemplares.
(Por Aurelius Augustinus *354 -430) Pág. 92
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