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14/12/2011 (Quarta-feira)
OS DIREITOS AUTORAIS DE "CONFISSÕES" JÁ CADUCARAM, POIS O AUTOR FALECEU NO ANO 430 DE NOSSA ERA. PORTANTO, HÁ MAIS DE SETENTA ANOS. POSSO POSTAR, VOCÊ PODE COPIAR. É DE DOMÍNIO PÚBLICO. LEI 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 - ART. 41. OS DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR PERDURAM POR SETENTA ANOS CONTADOS DE 1° DE JANEIRO DO ANO SUBSEQÜENTE AO DE SEU FALECIMENTO, OBEDECIDA A ORDEM SUCESSÓRIA DA LEI CIVIL. PARÁGRAFO ÚNICO. APLICA-SE ÀS OBRAS PÓSTUMAS O PRAZO DE PROTEÇÃO A QUE ALUDE O CAPUT DESTE ARTIGO.
MEDITAÇÃO SOBRE O PRIMEIRO VERSÍCULO DO GÊNESIS: "NO PRINCÍPIO, DEUS CRIOU O CÉU E A TERRA".
E essa matéria, qualquer que fosse, donde provinha, senão de Ti, de quem provêm todas as coisas, enquanto existem? Tanto mais longe estão de Ti, quanto mais diferem de Ti. Com efeito, aqui não se trata de distância espacial.¹ Portanto Tu, Senhor, não és aqui uma coisa, e ali outra. Tu és sempre, sempre, sempre o mesmo, "santo, santo, santo, Senhor Deus onipotente.² Tu no princípio que procede de Ti, na Tua Sabedoria nascida da Tua substância, do nada criaste alguma coisa. Fizeste o céu e a terra, mas não da Tua substância, pois assim teriam sido iguais ao Teu Filho unigênito, e, portanto, iguais também a Ti. E não seria absolutamente justo que fosse igual a Ti aquilo que não veio de Ti. Por outro lado, Trindade una e Unidade trina. Por isso, criaste do nada o céu e a terra, duas realidades, uma grande e outra pequena. Tu és onipotente e bom, para criares tudo bom: um céu grande e uma terra pequena. Só Tu existias, e nada mais. Deste nada, fizeste o céu e a terra, duas realidades: uma perto de Ti, outra perto do nada. Uma que só a Ti tem como superior, outra que nada tem inferior a si.
(Por Aurelius Augustinus *354 +430).
¹ Cf. Confess. 1,18.
² Ap 4,8.
E essa matéria, qualquer que fosse, donde provinha, senão de Ti, de quem provêm todas as coisas, enquanto existem? Tanto mais longe estão de Ti, quanto mais diferem de Ti. Com efeito, aqui não se trata de distância espacial.¹ Portanto Tu, Senhor, não és aqui uma coisa, e ali outra. Tu és sempre, sempre, sempre o mesmo, "santo, santo, santo, Senhor Deus onipotente.² Tu no princípio que procede de Ti, na Tua Sabedoria nascida da Tua substância, do nada criaste alguma coisa. Fizeste o céu e a terra, mas não da Tua substância, pois assim teriam sido iguais ao Teu Filho unigênito, e, portanto, iguais também a Ti. E não seria absolutamente justo que fosse igual a Ti aquilo que não veio de Ti. Por outro lado, Trindade una e Unidade trina. Por isso, criaste do nada o céu e a terra, duas realidades, uma grande e outra pequena. Tu és onipotente e bom, para criares tudo bom: um céu grande e uma terra pequena. Só Tu existias, e nada mais. Deste nada, fizeste o céu e a terra, duas realidades: uma perto de Ti, outra perto do nada. Uma que só a Ti tem como superior, outra que nada tem inferior a si.
(Por Aurelius Augustinus *354 +430).
¹ Cf. Confess. 1,18.
² Ap 4,8.
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