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GALÁXIA, ALFA, Brazil
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

ÚLTIMAS RESISTÊNCIAS ( I ) LIVRO OITAVO DAS CONFISSÕES

http://criadoreumso.blogspot.com
29/07/2011 (Sexta-feira)


CAPÍTULO XI

Assim sofria e me atormentava, com acusações mais acerbas que de costume, rolando-me e debatendo-me dentro de minhas cadeias, para ver se as quebrava por completo. Elas mal me prendiam, mas ainda me prendiam. E tu Senhor, me espicaçavas no fundo de minha alma, e com severa misericórdia redobravas os açoites do temor e da vergonha, para que eu não afrouxasse de novo, e para que quebrasse minha tênue e leve cadeia, antes que ela se revigorasse para me prender mais firmemente.

E dizia comigo mesmo: "Vamos! Mãos à obra, sem demoras!" E quase passava da palavra à ação. Estava a ponto de agir, mas não agia. Eu já não recaía nas antigas paixões, mas delas estava bem próximo, e tomava ainda alento de seu ar. Quase a alcançava, faltava pouco, cada vez menos, e já quase chegava ao termo e a segurava; mas não alcançava, nem a tocava; hesitava entre morrer para a morte e viver para a vida. O mal arraigado dominava-me mais do que o bem, cujo hábito eu não possuía; na medida em que se ia aproximando o momento em que me transformaria em outro homem, maior era o horror que me incutia, sem contudo me fazer voltar para trás ou mudar de caminho. Simplesmente mantinha-me indeciso.

Mantinha-me preso umas tantas bagatelas, umas vaidades de vaidades, antigas amigas minhas, que me puxavam por minhas vestes carnais, murmurando: "Então, não nos abandonas? De agora em diante nunca mais estaremos contigo? Desde este momento nunca mais te será lícito isto e aquilo?"

E que coisas, meu Deus, que torpezas me sugeriam com o que chamei de isto e aquilo! Por tua misericórdia, afasta-as da alma de teu servo! Oh! Que imundícies me sugeriam, que indecências! Já se reduzira a menos da metade o número de vezes que eu lhes dava ouvidos; não era mais um assalto aberto, frontal, mas segredado por cima dos ombros, e como que puxando-me furtivamente, se me afastava, para que me voltasse para trás.
(Por Aurelius Augustinus  *354   +430) Pág. 183 

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